Abel Ferreira detona expulsão de Andreas e é direto sobre falha de Carlos Miguel no empate do Palmeiras
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Abel Ferreira critica expulsão de Andreas Pereira e comenta falha de Carlos Miguel no empate do Palmeiras com o Cerro Porteño.
O empate por 1 a 1 entre Palmeiras e Cerro Porteño, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, deixou o técnico Abel Ferreira com motivos distintos para reclamar e elogiar. Após o duelo disputado nesta quarta-feira (12), no Nubank Parque, o treinador português questionou a expulsão de Andreas Pereira e também avaliou o lance que terminou no gol dos paraguaios nos acréscimos.
A partida caminhava para uma vitória importante do Palmeiras quando a situação mudou nos minutos finais. Mesmo atuando com um jogador a menos depois da expulsão de Andreas Pereira, o time paulista conseguiu abrir o placar com Flaco López. No entanto, o Cerro Porteño encontrou o empate no fim, em uma jogada na qual Carlos Miguel não conseguiu evitar que a bola chegasse às redes.
A expulsão de Andreas foi um dos principais pontos abordados por Abel Ferreira após o apito final. O treinador considerou excessiva a decisão da arbitragem e lembrou que Vitor Roque havia sofrido uma entrada considerada mais dura durante o primeiro tempo. Na avaliação do comandante palmeirense, houve diferença de critério na condução dos lances.
Abel também contestou a interpretação de que Andreas teria cometido uma agressão que justificasse o cartão vermelho. O treinador destacou que o meio-campista vinha sendo segurado pelo adversário e afirmou que o movimento realizado pelo jogador do Palmeiras teria sido apenas uma tentativa de se desvencilhar da marcação. "Acho que a expulsão foi muito rigorosa", afirmou o técnico ao analisar o episódio.
O cartão vermelho aconteceu aos 28 minutos do segundo tempo e obrigou o Palmeiras a modificar sua postura em campo. Com um jogador a menos, a equipe precisou administrar o resultado e proteger a vantagem construída posteriormente. Mesmo em inferioridade numérica, o Verdão chegou a ficar próximo de confirmar uma vitória fora do roteiro esperado para a reta final do confronto.
O gol do Palmeiras saiu aos 36 minutos da segunda etapa. Flaco López aproveitou a oportunidade e colocou o time brasileiro em vantagem, aumentando a expectativa de uma vitória na abertura do mata-mata. A vantagem, porém, durou até os acréscimos, quando o Cerro Porteño encontrou espaço para buscar a igualdade.
Carlos Miguel acabou envolvido diretamente no lance decisivo. O goleiro não conseguiu fazer a intervenção que Abel Ferreira esperava e o Cerro Porteño chegou ao empate. Apesar de reconhecer que o camisa 1 poderia ter tido uma atuação melhor naquela jogada, o treinador evitou transformar o erro individual em explicação única para o resultado.
Na entrevista após o jogo, Abel ressaltou que a responsabilidade pelo resultado pertence ao conjunto da equipe. O técnico citou também a participação dos zagueiros no lance e afirmou que o futebol deve ser encarado de maneira coletiva. Para ele, vitórias e derrotas não podem ser atribuídas exclusivamente a um jogador, mesmo quando uma falha individual aparece em um momento decisivo.
A postura de Abel representa uma diferença importante em relação a uma simples crítica ao goleiro. Carlos Miguel, apesar do erro no empate, foi defendido pelo treinador, que preferiu destacar a necessidade de análise coletiva. A avaliação ocorre em um momento de pressão, já que o Palmeiras terá de decidir a classificação fora de casa e precisará corrigir os detalhes que impediram a equipe de sair em vantagem na série.
Outro aspecto destacado pelo técnico foi a produção ofensiva. Na visão de Abel Ferreira, o Palmeiras conseguiu apresentar um desempenho superior ao de partidas anteriores, criou oportunidades e teve volume de jogo. O principal problema, segundo ele, esteve na capacidade de transformar as chances em gols.
A análise do treinador é sustentada pelo número de oportunidades criadas durante o confronto. Abel afirmou que uma equipe que consegue produzir seis ou sete chances em uma partida de Libertadores precisa ser mais eficiente para transformar esse domínio em vantagem no placar. A falta de eficácia, portanto, apareceu como outro fator determinante para o empate.
Com o resultado, a disputa pela vaga nas quartas de final permanece completamente aberta. O Palmeiras precisará vencer o Cerro Porteño no jogo de volta, marcado para quarta-feira (19), em Assunção, no Paraguai, para avançar diretamente. Em caso de novo empate, a classificação será definida nas cobranças de pênaltis.
Antes da decisão pela Libertadores, o Palmeiras terá outro compromisso importante pelo Campeonato Brasileiro. A equipe comandada por Abel Ferreira enfrenta o Fluminense neste sábado (15), no Maracanã, em uma partida que também terá peso na disputa pela liderança da Série A. O calendário exige que o elenco administre o desgaste enquanto busca manter o rendimento nas duas competições.
O empate diante do Cerro Porteño, portanto, deixou uma mistura de frustração e confiança no Palmeiras. A equipe conseguiu reagir, criou oportunidades e chegou a ficar em vantagem mesmo depois de perder Andreas Pereira, mas não conseguiu sustentar o resultado até o apito final. Para Abel Ferreira, o desafio agora passa por transformar as oportunidades em gols e reduzir os erros nos momentos decisivos.
A atuação de Andreas Pereira, a expulsão e a falha de Carlos Miguel deverão continuar entre os assuntos mais comentados pelos torcedores nos próximos dias. Apesar das críticas aos acontecimentos da partida, Abel Ferreira tratou os episódios como parte de uma responsabilidade coletiva. O Palmeiras terá agora a missão de transformar a experiência do primeiro confronto em uma atuação mais eficiente na partida decisiva da Libertadores.
Redação ©GR- Gospel Recados

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